Da sombra terrível, serpente vil e traiçoeira

Não quero prolongar-me no que hoje aqui escreverei, mas creio que não conseguirei cumprir essa minha vontade. Hoje presenciei um fato horrível e tudo o quanto houver aqui escrito será um protesto, um protesto à presença de uma sombra do passado que agora retorna. Escrevo um protesto contra a falta de caráter, contra a falsidade. Protesto contra a sombra que se abateu impiedosa contra o grupo e agora entre nós caminha. Tudo o quanto aqui estiver escrito é um protesto e um desabafo, não merece ser lido e talvez não deva, mas fica aqui, exposta, à vista de todos, a forma que penso e minha expressa opinião.

Uma sombra do passado caminha entre nós novamente. Uma sombra de quem tenho péssimas recordações, de caráter duvidoso, de ética vacilante, natureza escusa, escorregadia e que agora se encontra em declínio. Uma sombra, pela qual aqui protesto, que se imerge na sua própria decadência e agora retorna. Essa sombra abandonou o grupo, julgou o sentimento de raiva que nutria por mim mais forte que a amizade que supostamente tinha sobre nossa comunidade e nos deixou para ir ter-se em convívio alheio, virou-nos as costas sem pensar duas vezes e, agora que encontra-se em ruína, talvez intente retornar. Vejo prenúncios de ruína, vejo nuvens tempestuosas, sinto o surgir de uma presença terrível e sinto que essa presença intenta fixar-se aqui, novamente, entre os nossos. Já deu provas mais que suficientes a mim e aos de maior sensatez de que é um mau caráter, sem firmeza de propósito e incapaz de traçar uma rivalidade às claras, incapaz de imergir-se em convívio social sem impor suas vontades sobre todos. Digo, digo e repito quantas vezes forem necessárias e todas elas em público, para que qualquer um possa ler, para que qualquer um possa ouvir, para que qualquer um possa ver e se tomar em pura sinestesia se necessário for para compreender o que tenho dito. Se intenta essa sombra a abater-se sobre os nossos com sua presença, essa sua presença implicará na minha imediata ausência, não é uma ameaça, é um fato que reporto, uma decisão tomada e firme em suas bases por que não me rebaixarei a mais do que o convívio esporádico e casual com esse ser vil, com esse crápula. Essa sombra retorna agora que entrara em atrito com o ser com quer resolvera partir, essa sombra está em profunda dor e, novamente digo e repito quantas vezes forem necessárias: não me importo com sua dor. Toda sua vilania e todas suas atitudes traiçoeiras estão, como sempre estiveram, perdoadas, mas não vou as esquecer por pena; não estou condoído com seu sofrimento e não estou disposto a tornar a viver com as serpentes. Não vou caminhar sobre o fosso das víboras. Não vou viver em meio a gente falsa, não vou mudar minha maneira de ser apenas por que um mau caráter qualquer assim decidiu, não farei suas vontades. Sobretudo, não serei gentil, não serei receptivo e, caso ele se instale, caso seja de seu intento voltar a ser um dos nossos e seja acolhido a despeito de sua falsidade e de nos ter abandonado e nos trocado, partir-me-ei e sem retorno. Essa sombra pútrida e desleal atende pelo nome de Francisco e desejo, do fundo do meu coração, que EXPLODA-SE, afogue-se na sua própria decadência, perca-se nos dédalos atrozes que escolheu para trilhar sozinho.

E se alguém achou ruim o presente aqui escrito, deixo-lhe um alerta, cuidado ao alimentar a serpente, seu veneno não afeta só o corpo, seu veneno é açoite terrível para a mente.

Entristeço-me em ter de escrever isso em um espaço tão público e apreciado por tantas pessoas que admiro, mas faz-se assim necessário e é do meu intento registrar esse acontecimento da minha vida. Peço-lhes imensas desculpas, o show irá continuar e esse lugar voltará a ser o que era sempre. Agradeço a todos que compreendem, aos que escutam e aos que prestam a devida atenção ao que aqui está escrito... É um momento difícil.

Assim digo, assim vejo, assim desejo.
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