Saudade
12:24 AM
Então é assim que começa a acontecer denovo
um rufar de tambores
de tímpanos em algum ponto do infinito
e uma única música
que destranca aquela porta que jamais deveria ser aberta
Então é assim que começa a acontecer denovo
em precisas horas de uma mesma época
de vozes e canções que não pertencem a essa terra
um turbilhão de imagens
que partem daquela porta que jamais deveria ter sido aberta
um rufar de tambores
de tímpanos em algum ponto do infinito
e uma única música
que destranca aquela porta que jamais deveria ser aberta
Então é assim que começa a acontecer denovo
em precisas horas de uma mesma época
de vozes e canções que não pertencem a essa terra
um turbilhão de imagens
que partem daquela porta que jamais deveria ter sido aberta
Arpejo de Prata
8:48 AM
Dancem
Sabujos prateados ao som da harpa
Dancem
Na fina névoa que entorpece
Dancem com eles
Folhas que
caem
Ornadas de luz
Ornadas de treva
Dancem aos ventos,
Ao místico capricho da música.
Uivem alto, sem medo,
À fluida serenidade da lua
Dancem em delírio febril!
Dancem em holocausto!
Dancem aos tambores
Que ao alto ressoam
... O mítico estalo das eras
Que cantam na noite e ecoam
O trepidar de patas na pedra
Quebra-se em luz a folha
Que tocou a chama ao vento
Borboletas ígneas que voam...
Voam livres nos salões do tempo
Voem em espiral ascendente!
Deixe lhes tocar a fina luz da lua
Voem e banhem-se em prata
No uivo que sobe,
Na queda da chuva.
Dancem, sabujos de prata
Dancem que é infinita essa treva
Suas patas na lama, na terra,
A chuva que cobre a pedra,
O momento lendário que aqui se encerra
Será seu único testemunho.
Sabujos prateados ao som da harpa
Dancem
Na fina névoa que entorpece
Dancem com eles
Folhas que
caem
Ornadas de luz
Ornadas de treva
Dancem aos ventos,
Ao místico capricho da música.
Uivem alto, sem medo,
À fluida serenidade da lua
Dancem em delírio febril!
Dancem em holocausto!
Dancem aos tambores
Que ao alto ressoam
... O mítico estalo das eras
Que cantam na noite e ecoam
O trepidar de patas na pedra
Quebra-se em luz a folha
Que tocou a chama ao vento
Borboletas ígneas que voam...
Voam livres nos salões do tempo
Voem em espiral ascendente!
Deixe lhes tocar a fina luz da lua
Voem e banhem-se em prata
No uivo que sobe,
Na queda da chuva.
Dancem, sabujos de prata
Dancem que é infinita essa treva
Suas patas na lama, na terra,
A chuva que cobre a pedra,
O momento lendário que aqui se encerra
Será seu único testemunho.