Esquilos... No fundo é uma nuvem de esquilos voadores *risos*
7:41 PM
...Era só um dia de chuva a mais naquela província perdida, era só mais um dia em que ninguém nunca saberia se era chuva ou os vapores da neblina...
Raios de luz de todas as partes torcidas de um espelho abandonado às copas daquela árvore específica que nunca nasceu...
...E me vem ele, o aluno fictício, naquela árvore fictícia, com seu livro fictício...
e
despencou
caiu
girando
em formas
sombras
sobras de luz
ou qualquer
matéria
outra
enquanto girava
girava pelo abismo de quedas-sem-quedas e tantas nuvens outras que nunca hão de parar nada além daquela foto que repousa por onde outrora a fumaça fugia do fogo...
pura chama
pura neblina
e vapores, de águas brancas, nebulosas
que por horas tantas eu olho
aquele desenho
e caio
caio
caio
caio
e digo nuvens
não deveria me permitir dizê-las se caio em lágrimas sobre o travesseiro
e abro um sorriso tolo, mas não me sinto bobo...
Aquele desenho...
aquela mesma menina
e uma coruja de sonhos tantos ou outras alegrias confidentes a quem não ouso dizer nessa perdida província
estou nos seus braços e não há queda verdadeira,
não há queda ou vôo
estou pairando em algum lugar escuro... Sinto-me tranquilo...
Uma chuva de cores! Um vórtice inimaginável de imagens cintilantes, brilhos infinitos de turbilhões de todas as eras e longos cabelos envolvendo meu corpo... Acordo....
Não estava sonhando
Não de todo.
Raios de luz de todas as partes torcidas de um espelho abandonado às copas daquela árvore específica que nunca nasceu...
...E me vem ele, o aluno fictício, naquela árvore fictícia, com seu livro fictício...
e
despencou
caiu
girando
em formas
sombras
sobras de luz
ou qualquer
matéria
outra
enquanto girava
girava pelo abismo de quedas-sem-quedas e tantas nuvens outras que nunca hão de parar nada além daquela foto que repousa por onde outrora a fumaça fugia do fogo...
pura chama
pura neblina
e vapores, de águas brancas, nebulosas
que por horas tantas eu olho
aquele desenho
e caio
caio
caio
caio
e digo nuvens
não deveria me permitir dizê-las se caio em lágrimas sobre o travesseiro
e abro um sorriso tolo, mas não me sinto bobo...
Aquele desenho...
aquela mesma menina
e uma coruja de sonhos tantos ou outras alegrias confidentes a quem não ouso dizer nessa perdida província
estou nos seus braços e não há queda verdadeira,
não há queda ou vôo
estou pairando em algum lugar escuro... Sinto-me tranquilo...
Uma chuva de cores! Um vórtice inimaginável de imagens cintilantes, brilhos infinitos de turbilhões de todas as eras e longos cabelos envolvendo meu corpo... Acordo....
Não estava sonhando
Não de todo.
Apenas Pó
8:31 PM... Então adentrou a biblioteca. Caminhou entre os livros sem deixar que sua visão se detivesse nem por um ínfimo segundo sobre qualquer deles que fosse. Arrastou-se para uma pequena mesa e ascendeu a lanterna e por um momento observou a chama que inflamava o óleo ardente no qual sua imagem não se fizera refletir. Desejou ser um deles, um daqueles tomos empoeirados, perder-se no pó que sufocava os seres viventes que jamais ousaram confrontarem-se com aqueles vapores ardentes que dançavam coléricos e galgavam sua existência sulfurosa naqueles ares irritantes e perdidos em si mesmo, parados no tempo frio, temerosos pela chuva que ameaçava arrancar as janelas a tanto fechadas.
... Era alguém difícil, mas o único que conhecia cada chave daquele imenso molho que carregava em sua cintura... Ainda posso ouví-las em um som de imensos carrilhões que nunca cessaram.
Aquele velho demônio! Ainda sinto saudades...